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sábado, 7 de maio de 2011

Estudo traz Cura para Diabetes

Uma pesquisa desenvolvida em Curitiba permitirá que pessoas portadoras de diabetes insulino-dependentes (tipo 1), tenham a doença controlada. Isso será possível com o transplante de células que equilibram os níveis de açúcar no sangue.

Apesar de estar em fase experimental, o procedimento começará a ser aplicado nos primeiros pacientes até o fim do ano e é esperança de que futuramente este grupo de diabéticos possa comer doces sem sentimento de culpa.

A pesquisa é desenvolvida pela Fundação Pró-Renal, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

As células ilhotas são as produtoras de insulina e se reproduzem no pâncreas, que possui de 700 mil a 1,2 milhão destas unidades. Para que um transplante com as ilhotas tenha resultado, são necessárias cerca de 600 mil células produtoras de insulina.

O nefrologista Miguel Carlos Riella, diretor do Laboratório de Ilhotas Humanas da PUC, onde é professor de Nefrologia, explica que um dos maiores impulsos dados ao programa aconteceu em fins de maio, quando sua equipe, pela primeira vez, conseguiu isolar as 600 mil células capazes de garantir um transplante.

Como nos próximos seis meses a equipe de Riella terá terminado fases finais do trabalho experimental, ele estima que a primeira infusão das células em humanos será realizada no máximo até o fim do ano.

O especialista observa que os estudos com transplantes de células ilhotas ainda são novos, mas apresentam resultados animadores. Em experiências feitas pela Universidade de Alberta, no Canadá, (www.med.alberta.ca/islet), um dos maiores centros de pesquisa na área, 85% dos pacientes tiveram independência da insulina no primeiro ano após o implante. No segundo ano, 70% deixaram de precisar das injeções diárias do hormônio.

Riella adverte que após o transplante o paciente precisa continuar controlando os níveis de glicose, bem como tomar medicamentos que evitem a rejeição das células. Sem medicação e cuidados adequados, observa, o tratamento pode fracassar.

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